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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Para quem não gosta de Carnaval...


Curta um filminho nesse especial da série “encontro em cena” com os comediantes virginianos Chris Tucker (31/08) e Charlie Sheen (03/09) protagonizando Tudo por Dinheiro (1997).






Assista ao filme dublado:




Trailer (na verdade, chamada do SBT hehe):




Fuja do Carnaval com os filmes (para todos os gostos) deste especial da série "Encontro em cena" em outros signos:

Blog dos Librianos (cinebiografia)

Blog dos Aquarianos (thriller/comédia)

Blog dos Taurinos (comédia romântica)

Blog dos Leoninos (fantasia/aventura)

Blog dos Escorpianos (romance/drama)

Blog dos Geminianos (musical)

Blog dos Piscianos (suspense/ação)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Hoje é o dia mundial dos gatos.

Sem essa de disputar Gatos X Cachorros, por favor! Os dois, bem como todos os demais animais, são preciosos. O problema está é com os seres humanos que, entre outras boçalidades, criam essas rixas inúteis. Não é preciso escolher: ame todos e você será amado de volta por eles em dobro, com o amor mais puro e sincero!




Para comemorar este dia, o Blog dos Virginianos homenageia os gatos do escritor, poeta, contista e ensaísta argentino Jorge Luis Borges (24/08)...



... que, além de não desgrudar de seus gatos,...











... escreveu o seguinte poema sobre eles:


A UM GATO

Não são mais silenciosos os espelhos
Nem mais furtiva a aurora aventureira;
Tu és, sob a lua, essa pantera
que divisam ao longe nossos olhos.
Por obra indecifrável de um decreto
Divino, buscamos-te inutilmente;
Mais remoto que o Ganges e o poente,
É tua a solidão, teu o segredo.
O teu dorso condescende à morosa
Carícia da minha mão. Sem um ruído
Da eternidade que ora é olvido.
Aceitaste o amor desta mão receosa.
Em outro tempo estás. Tu és o dono
de um espaço cerrado como um sonho.





Veja homenagens aos felinos nos outros signos:








Blog dos Cancerianos

Blog dos Capricornianos

Blog dos Sagitarianos

Blog dos Arietinos

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Nosso repúdio a um Congresso que não representa os brasileiros, apenas os próprios interesses espúrios.

Com destaque aos retrógrados e medievais Valdir Colatto (deputado federal) e o senador Otto Alencar, autor da PEC da vaquejada...

Otto Alencar rindo da cara dos otários, isto é, nós, o povo brasileiro.


... que foi votada em regime de urgência ontem e aprovada com igual urgência por senadores em sua maioria corruptos e que têm interesses escusos na criação de gado e na venda de cerveja nos eventos.


Senadores a favor do atraso, da violência e de mais grana no próprio bolso se reúnem para comemorar após a votação.


O preocupante em relação ao senador e ao deputado federal Valdir Colatto...

Valdir Colatto e seu inegável cabelinho acaju de farmácia.


... e suas pautas retrógradas é que eles querem voltar atrás vários avanços do Brasil. Os próximos projetos de Colatto são liberar a caça de animais silvestres (pra que serve o Ibama, então?) e, medieval como ele só, a rinha de galo, coisa que está sepultada desde o início dos anos 60. Se bobear, o próximo projeto deles, já que andam na contramão da evolução da humanidade e da modernidade, será a volta da escravidão no Brasil inteiro. Ué, seria inconstitucional? A vaquejada também era e Otto Alencar apresentou uma PEC que mudou isso. O inferno é o limite para Otto Alencar, Valdir Colatto e seus cúmplices.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Entre as princesas Disney, quem é a virginiana?





Branca de Neve, a princesa modesta e tímida, que DETESTA:

Sujeira










Desordem










Perigo







E, muito exigente, coloca todo mundo para trabalhar com ela:












Como todo bom virginiano, Branca de Neve pode ajudar a resolver problemas de terceiros com maior facilidade do que resolve os próprios...










... e tem especial habilidade na música!











Confira as Princesas Disney dos outros signos:

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O mistério real e jamais solucionado da Dama do Crime.

Os virginianos são meticulosos. Essa característica sem dúvida foi essencial para que Agatha Christie (15/09)...




 ... concebesse seus intrincados romances policiais. Ela de fato pensava em tudo, nos mínimos detalhes de cada história e, ao final, quando Hercule Poirot, o belga rabugento de bigodinho retorcido e monóculo, ou a simpática velhinha detive amadora Miss Marple, explicavam como o crime foi  praticado, quem era o autor e como o haviam descoberto, tudo se encaixava, sem furos. 





Mas a popular autora de mais de 70 livros do gênero (fora alguns de poesia e outros temas), que venderam até hoje cerca de 4 bilhões de exemplares e já foram traduzidos para mais de 100 idiomas, reservou para a própria vida um quebra-cabeça que até hoje confunde seus biógrafos.





Nenhum deles conseguiu explicar o que realmente aconteceu naqueles onze dias de dezembro de 1926, quando Agatha era ainda uma jovem mulher de 36 anos...




... casada com o Coronel Archibald Christie, piloto da Royal Flying Corps, precursora da força aérea britânica antes e durante a Primeira Guerra Mundial.




Os dois haviam se conhecido em 1912...




... num baile em que dançaram a noite toda, e quando a guerra estourou em 1914, Archibald foi enviado à França, para combater as forças alemãs. Agatha também se engajou no esforço de guerra, unindo-se ao Voluntary Aid Detachment.




Dizem que foi nesse período, em que atuou num hospital de soldados feridos em combate como assistente do farmacêutico, que Agatha aprendeu tudo sobre venenos, muito utilizados posteriormente em suas histórias de assassinatos.




Na véspera do Natal do mesmo ano, durante uma licença do piloto, os dois se casaram. Quando a guerra terminou, o casal se instalou em um apartamento em Londres. 




Sua única filha, Rosalind, nasceu em agosto de 1919.










Durante esses primeiros anos de casada, a escritora publicou alguns de seus principais romances e já era bastante conhecida quando, no começo de 1922, deixou Rosalind com a mãe e a irmã e embarcou com o marido no navio RMS Kildonan Castle...







... acompanhando-o numa turnê pelos domínios ingleses para promover a British Empire Exhibition (Exposição Imperial Britância), que aconteceria em 1924...



... passando pela África do Sul...


Agatha em uma piscina em Sea Point, em fevereiro de 1922.


... Austrália, Nova Zelândia e Canadá, com acomodações de primeira classe e um mês de férias no Havaí.


Uma Agatha bronzeada, na praia de Waikiki, Honolulu (agosto/setembro de 1922).



Agatha posa com um pranchão, orgulhosa de ter aprendido a surfar e de seu novo traje de banho.


Agatha e Archibald amavam o mar.


Mas, nem tudo são flores e, quatro anos depois, no dia 3 de dezembro de 1926, Archibald diz para Agatha que está apaixonado por outra mulher, Nancy Neele (que também participara do planejamento da Exposição), e quer o divórcio. Os dois discutem e ele deixa o lar (uma mansão de 12 quartos, jardins e quadra de tênis em Sunningdale, Berkshire, que o casal chamava de Styles) para passar o fim de semana com a amante em um hotel em Godalming, Surrey.


Styles


Nesta mesma noite, Agatha escreve uma carta para o marido, recriminando-o amargamente, e outra para a secretária, cancelando todos os seus compromissos. Em seguida, sai de carro às 21:45 e não retorna. Na manhã seguinte, como ela ainda não voltara para casa, buscas são iniciadas e seu carro, um Morris Cowley verde, é encontrado abandonado numa valeta, coberto de geada, com os faróis acesos...




... perto do lago Silent Pool, nas proximidades do hotel em que seu marido estaria. Dentro dele, uma carteira de motorista vencida, um casaco e uma valise com algumas roupas. A notícia se espalhou e causou furor na imprensa. 




Mais de mil policiais e cerca de 15 mil voluntários, entre os quais mergulhadores e escoteiros, além do cãozinho terrier predileto da escritora, ótimo farejador, foram mobilizados para vasculhar o entorno e foi a primeira vez na história britânica que aviões foram usados como parte de um grupo de busca. Quando a polícia soube que Archibald estava tendo um caso extraconjugal, ele se tornou o principal suspeito e passou a ser vigiado dia e noite.






As especulações corriam soltas. Alguns achavam que ela havia sido assassinada, outros desconfiavam de que se tratava de um golpe publicitário para atrair atenção para o mais recente livro da autora, O Assassinato de Roger Ackroyd, lançado semanas antes. 




Na imprensa, muitos artigos de escritores conhecidos descreviam teorias elaboradas sobre o que imaginavam ter ocorrido. O The New York Times noticiou o desaparecimento de Agatha na primeira página. 




Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, entregou uma luva de Agatha para uma médium, na esperança de que ela descobrisse o paradeiro da escritora. Um jornal ofereceu 100 libras de recompensa para quem apresentasse alguma pista que elucidasse o mistério. 


A legenda diz: “Sra. Agatha Christie como ela foi vista pela última vez (centro), e (à esquerda e à direita) como ela pode ter se disfarçado alterando o penteado e os óculos. O Coronel Christie afirma que a esposa declarou que ela poderia desaparecer se tivesse vontade, e, levando-se em consideração que ela é autora de histórias de detetive, seria bastante natural que adotasse alguma forma de disfarce para levar adiante a ideia”


À medida que os dias foram passando, entretanto, mais e mais pessoas acreditavam que ela estivesse morta.




Após onze dias de intensas buscas, em 14 de dezembro de 1926, a polícia afinal teve notícias dela. Um músico chamado Bob Sanders Tappin reivindicou a recompensa de 100 libras, afirmando que a vira no local onde ele se apresentava com a banda, o Hydropathic Hotel (hoje, Old Swan Hotel), em Harrogate, Yorkshire. 




Segundo relatou, ela não parecia preocupada em se esconder: passava os dias jogando bridge, fazendo palavras cruzadas, lendo jornais e dançando. No dia 19, a polícia finalmente a encontrou: perambulando por um penhasco em Mix Pine. O que apuraram no hotel foi que  Agatha chegara lá no dia 4 e se registrara como Theresa Neele (o sobrenome da amante do marido), dizendo ser da Cidade do Cabo. Também descobriram que ela colocara um pequeno anúncio no jornal The Times dizendo que Theresa Neele procurava amigos e parentes da África do Sul. Ela alegou estar sofrendo de amnésia e foi examinada por dois médicos, que confirmaram o diagnóstico e a possibilidade de ela estar passando pelo que é chamado de fuga dissociativa. De fato, quando o marido foi até lá para reconhecê-la, Agatha o saudou como "irmão". 




Archibald a levou de volta pra casa e foi dito à imprensa que a escritora havia perdido a memória devido ao grande estresse em que se encontrava, provocado pelo falecimento de sua mãe naquele mesmo ano. Entretanto, a opinião pública, em sua maior parte, não reagiu bem. Apesar de uma pequena parcela acreditar que ela de fato estivesse com amnésia por ter sofrido um acidente de carro, outros acusarem-na de golpe publicitário e a censurarem por gastar o dinheiro dos contribuintes nisso, e muitos ainda acreditavam que ela armara aquela encenação para constranger publicamente o marido e assim vingar-se do adultério, ou mesmo simulara a própria morte numa tentativa de que ele fosse acusado de assassinato. 




O casal formalizou o divórcio em 1928, e Archibald se casou com Nancy Neele, com quem viveu por trinta anos, até a morte dela. Agatha voltou a se casar em 1930, com o arqueólogo Sir Max Mallowan, e viveu com ele até falecer, em 1976, aos 85 anos. 





Max pediu Agatha em casamento assim: "Quer compartilhar o futuro com alguém cuja profissão é desenterrar os mortos?". Ao que Agatha respondeu: "Adoro mortos. Vivo deles".





Com o lançamento póstumo de sua biografia, acreditava-se que o mistério enfim seria solucionado, mas o fato é que Agatha Christie jamais revelou o que se passou de verdade naqueles onze dias em que esteve sumida.



Curiosidades:

1) Em 1979, O Mistério de Agatha, um filme de Michael Apted estrelado por Vanessa Redgrave, Dustin Hoffmann e Timothy Dalton, tentou apresentar uma solução para esse mistério. Nele, a escritora planeja se matar de forma a incriminar a amante do marido por seu assassinato. Um repórter americano que a está seguindo descobre suas intenções e a detém. O enredo indignou os herdeiros de Agatha, que tentaram impedir a distribuição do filme nos Estados Unidos, sem sucesso.




2) Entre 1920 e 1930, Agatha Christie passou várias temporadas hospedada no Pera Palace Hotel, em Istambul, Turquia. Foi ali, no quarto 411, que ela escreveu Assassinato no Expresso do Oriente. Na preparação para o filme O Mistério de Agatha, o estúdio recorreu a Tamara Rand (uma médium que adquiriu fama por prever a tentativa de assassinato de Ronald Reagan), para que ela fizesse uma sessão espírita naquele quarto a fim de descobrir a verdadeira razão do desaparecimento da escritora. 




A médium alegou ter visto, durante a sessão, Agatha esconder uma chave sob o assoalho do quarto, e que tal chave abriria o diário da escritora, que conteria a revelação. Os funcionários do hotel arrancaram vários tacos do piso e de fato encontraram uma chave enferrujada num canto, entre a porta e a parede. Mas a chave nunca pôde ser testada, pois a gerência do hotel e o estúdio não chegaram a um acordo sobre o preço do objeto e a chave permanece até hoje lá no hotel.


3) Há quem diga que o bem-sucedido romance policial Gone Girl, de Gillian Flynn, cuja adaptação para as telas resultou no aclamado Garota Exemplar (2014), de David Fincher...




 ... foi inspirado passo a passo no desparecimento de Agatha Christie (atenção, contém spoilers): as pistas que a personagem Amy deixa, como um diário parcialmente queimado (Agatha deixou duas cartas antes de partir) e o carro abandonado perto de um lago (no livro, um rio); a vingança contra o marido infiel exposto publicamente (Archibald, principal suspeito pelo desaparecimento da escritora, também jurou não ter matado a esposa e chegou a dar uma entrevista prometendo uma recompensa de 500 libras para quem a encontrasse); Amy se disfarça e se hospeda num hotel rural usando o nome "Nancy", o mesmo nome da amante de Archibald, e paga tudo com dinheiro vivo, que tira de um cofre de barriga (assim como se descobriu depois que Agatha Christie fez durante sua estada no Hydropathic Hotel); a atenção da imprensa nos dois casos; e, por último, o final bem-sucedido: no livro, Amy engravida e consegue prender o marido — que antes queria se divorciar dela — ao seu lado, além de as vendas do livro de seus pais inspirado nela, Amazing Amy, dispararem. A carreira de Agatha Christie deslanchou após o episódio de seu desaparecimento.